Datafolha: 78% defendem proibir bets e cassinos online; 18% são contra
01/10/2026
(Foto: Reprodução) Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1º) aponta que 78% dos eleitores defendem que as apostas esportivas online, conhecidas como bets, e os cassinos online sejam proibidos. Outros 18% são contrários à proibição, e 4% não souberam responder.
Os entrevistados responderam à seguinte pergunta: “Na sua opinião, as apostas esportivas online, as chamadas BETS e os cassinos online, deveriam ser proibidas ou não?”.
Veja os números:
Deveriam ser proibidas: 78%;
Não deveriam ser proibidas: 18%;
Não sabem: 4%.
Datafolha: proibição das bets no Brasil
Arte/g1
O Datafolha ouviu 2.506 eleitores de 16 anos ou mais em 152 municípios, entre 29 de setembro e 1º de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-08039/2026.
A pesquisa também perguntou sobre o hábito de apostar, a oferta gratuita de canetas emagrecedoras pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e o reajuste do Bolsa Família.
Veja outros destaques:
Entre as mulheres, 82% defendem a proibição das bets e dos cassinos online, ante 74% entre os homens;
Entre eleitores de Lula (PT), 85% são favoráveis à proibição, contra 70% entre os de Flávio Bolsonaro (PL);
18% dizem que costumam apostar ou moram com alguém que aposta nessas plataformas;
68% apoiam a oferta gratuita de canetas emagrecedoras pelo SUS para tratar a obesidade;
64% são favoráveis ao reajuste do Bolsa Família apresentado na pesquisa.
Proibição das bets nos diferentes grupos
O apoio à proibição das bets e dos cassinos online chega a 82% entre as mulheres e a 74% entre os homens. No recorte por religião, 81% dos evangélicos e 76% dos católicos são favoráveis à medida.
A proibição também é defendida pela maioria dos eleitores dos dois candidatos mais bem colocados na disputa presidencial: 85% dos que pretendem votar em Lula e 70% dos que escolhem Flávio Bolsonaro.
As margens de erro dos recortes são maiores que a do conjunto da pesquisa, porque esses grupos reúnem menos entrevistados.
Apostas em casa
A maioria dos entrevistados, 81%, afirmou que ninguém na residência costuma fazer apostas em bets ou cassinos online. Outros 18% disseram que eles próprios ou alguém da casa têm esse hábito, e 1% não soube responder.
O Datafolha perguntou: “Você ou alguém das pessoas que moram na sua casa costuma fazer apostas online, em BETs ou cassinos online?”.
Veja as respostas:
Apenas o entrevistado costuma apostar: 6%;
O entrevistado e outra pessoa da casa costumam apostar: 3%;
Outra pessoa da casa costuma apostar, mas o entrevistado não: 9%;
Ninguém da casa costuma apostar: 81%;
Não sabem: 1%.
A parcela que aposta ou mora com alguém que aposta chega a 27% entre os eleitores de 16 a 24 anos e também entre os de 25 a 34 anos.
Segundo o relatório, esse índice é de 31% entre beneficiários do Bolsa Família e de 14% entre os não beneficiários. O indicador reúne tanto quem aposta quanto quem vive com um apostador.
Canetas emagrecedoras no SUS
A pesquisa mostra que 68% dos eleitores são favoráveis à oferta gratuita de canetas emagrecedoras pelo SUS para tratar a obesidade, enquanto 26% são contrários. Outros 3% se disseram indiferentes, e 3% não souberam responder.
Na pergunta, os entrevistados foram informados de que o governo federal anunciou a intenção de fornecer esses medicamentos gratuitamente pela rede pública para o tratamento da obesidade.
Em seguida, o instituto perguntou: “Você diria que é a favor ou contra que o SUS ofereça de forma gratuita canetas emagrecedoras para o combate à obesidade?”.
Veja os números:
A favor: 68%;
Contra: 26%;
Indiferentes: 3%;
Não sabem: 3%.
Segundo o Datafolha, o apoio é majoritário em todos os segmentos sociodemográficos pesquisados. Entre os eleitores de 16 a 24 anos, chega a 73%.
No recorte por intenção de voto, 84% dos eleitores de Lula apoiam a oferta dos medicamentos pelo SUS, ante 52% dos que pretendem votar em Flávio Bolsonaro.
Reajuste do Bolsa Família
O Datafolha também mostra que 64% são favoráveis ao reajuste do Bolsa Família apresentado na pesquisa, enquanto 31% são contrários. Outros 3% se disseram indiferentes, e 2% não souberam responder.
A pergunta mencionou um reajuste de 15% e a passagem do benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro de 2026. Depois dessa informação, os entrevistados disseram se eram a favor ou contra o aumento.
Veja as respostas:
A favor: 64%;
Contra: 31%;
Indiferentes: 3%;
Não sabem: 2%.
Entre os que recebem o Bolsa Família, 83% apoiam o reajuste, contra 58% entre os que não recebem.
O apoio chega a 78% entre os eleitores de 16 a 24 anos, a 70% entre os que estudaram até o ensino fundamental e a 73% entre os que têm renda familiar de até dois salários mínimos.
No Sul, os percentuais de favoráveis e contrários são próximos: 45% e 44%, respectivamente.
A divisão é maior no recorte por intenção de voto. Entre eleitores de Lula, 89% são favoráveis ao reajuste, e 9%, contrários. Entre os de Flávio Bolsonaro, 40% apoiam, e 54% são contra
Agora no g1
Governo anuncia proibição das bets no Brasil 3 anos após ter regulamentado as empresas de apostas
Jornal Nacional/ Reprodução